Colégio Unesc representa o Brasil em Campeonato Mundial Escolar na China

Colégio Unesc representa o Brasil em Campeonato Mundial Escolar na China

Talento, dedicação e espírito de equipe levaram o time de vôlei feminino Sub-19 do Colégio Unesc (Vôlei Mampi/Colégio Unesc) a um dos maiores desafios de sua trajetória: representar o Brasil no ISF WSC Volleyball 2026 (Campeonato Mundial Escolar de Voleibol), que será realizado na China. A conquista marca um momento histórico para as atletas, que agora carregam consigo não apenas o sonho de competir em nível internacional, mas também a responsabilidade de representar o Colégio Unesc, a Universidade e todo o país.

A vaga para o Mundial foi conquistada após uma campanha de excelência em duas seletivas decisivas. Primeiro, a equipe venceu a etapa estadual, garantindo o direito de representar Santa Catarina no cenário nacional. Na sequência, no Campeonato Brasileiro Escolar, as atletas confirmaram o alto nível técnico ao conquistarem o título de forma invicta, sem perder sequer um set. A delegação viaja na segunda-feira, 29 de junho e retorna no dia 11 de julho.

Família, escola e universidade como base



O apoio das famílias e o compromisso do Colégio Unesc com a formação das alunas foram destacados pela reitora em exercício da Unesc, Gisele Coelho Lopes, como pilares fundamentais no percurso das atletas rumo à China. Segundo ela, a conquista é resultado de um esforço coletivo que também envolve a Universidade, professores e instituições parceiras.

“Vão lá e deem o melhor de vocês. Vocês fazem isso lindamente. Todas as vezes que entrarem em quadra, lembrem-se de quem está por trás desse desafio. Ninguém chega onde chegou por acaso. Vocês têm os pais de vocês, têm a Unesc, o Mampituba e os professores ao lado de vocês”, reforçou.

A reitora em exercício também destacou o papel do Colégio Unesc no apoio ao esporte, afirmando que a participação das atletas em uma competição internacional integra, também, seu processo educacional. “Elas só conseguem ir para a China porque temos um projeto político-pedagógico que apoia o esporte e professores que entendem que, quando elas estão lá, também estão em formação. Ao irem para a China, elas levam o nosso ensino e todo o trabalho que construímos aqui”, afirmou.

Em tom de celebração, Gisele lembrou ainda que a participação da equipe no mundial se torna um presente simbólico para a universidade, que completou 58 anos no dia 22 de junho. “Estar em uma Universidade desde o Colégio é algo muito valioso. Aqui, nossos estudantes têm acesso a estruturas e projetos que fortalecem sua formação. Vocês fizeram a escolha certa”, pontuou.

O caminho até a China e a preparação para o Mundial



O técnico da equipe, Luciano Iribarrem Carvalho, considera a classificação para esta competição como resultado de um trabalho construído com consistência ao longo dos últimos anos, marcado por dedicação, evolução técnica e entrosamento da equipe. Para Luciano, o caminho é reflexo do comprometimento de cada atleta com o projeto. “O trabalho foi determinante. Temos atletas que estão conosco há três anos, outras chegaram mais recentemente, mas a conexão das atletas e a entrega de cada uma, foram fundamentais para chegarmos até aqui”, destacou.

As 12 atletas convocadas para a competição internacional estudam no Colégio Unesc, em uma parceria que já soma seis anos e tem gerado resultados expressivos. Nesse período, a equipe conquistou três títulos dos Jogos Escolares. Agora, o desafio ganha uma dimensão ainda maior: representar o Brasil em um campeonato mundial.

“Levar o nome do Colégio Unesc para uma competição internacional significa muito para nós. É uma forma de dar retorno a todo o apoio que recebemos. Queremos mostrar para o mundo o que a Unesc faz pelo esporte”, ressalta o treinador.

A preparação para o campeonato tem exigido atenção não apenas à parte física e técnica, mas também ao aspecto emocional. Para muitas atletas, esta será a competição mais importante da carreira até agora, o que naturalmente aumenta a ansiedade. “As meninas estão ansiosas, e isso é natural. Estamos trabalhando bastante a parte mental para que, mesmo diante do nervosismo dos primeiros jogos, consigam desempenhar o voleibol que já vêm apresentando”, explica o técnico.

Além da pressão da estreia, outro desafio será a adaptação ao fuso horário. Com 11 horas de diferença entre o Brasil e a China, a comissão técnica adaptou os horários de treino nos dias que antecedem a viagem, incluindo atividades de madrugada, para preparar o organismo das atletas para a rotina asiática.

Entre os principais obstáculos da competição estão justamente o desgaste da viagem, o jet lag e o alto nível dos adversários. A equipe brasileira chega entre as últimas delegações ao país-sede, com pouco tempo entre desembarque, reconhecimento e estreia.

O formato da competição também eleva o grau de dificuldade: apenas o primeiro colocado de cada grupo avança de fase. O Colégio Unesc terá pela frente adversários tradicionais no voleibol internacional: Romênia, Estados Unidos e Bulgária. A estreia será na sexta-feira, 3 de julho, contra a Romênia. Na sequência, a equipe enfrenta os Estados Unidos e, posteriormente, a Bulgária.

Para o técnico, o sentimento que define esse momento é orgulho. “Estou orgulhoso pelo que essas meninas vêm construindo, pela dedicação e pelo comprometimento de cada uma. Representar o Brasil, o Colégio Unesc e todos os nossos parceiros em uma competição desse nível é motivo de muito orgulho”, pontua.

A participação no Mundial simboliza não apenas a busca por resultados em quadra, mas também a força de um projeto esportivo consolidado, que transforma talento em oportunidade e sonhos em realidade. Na China, cada saque, cada ponto e cada vitória carregarão consigo a identidade de uma instituição que faz do esporte um caminho para a excelência.