Pela primeira vez na história, Unesc aprova dois projetos PET-Saúde e conquista quase R$ 4 milhões para pesquisa, extensão e inovação em saúde
A Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) alcançou um feito inédito ao ter dois projetos aprovados na 13ª edição do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde: Clima), promovido pelos Ministérios da Saúde e da Educação. O resultado preliminar foi divulgado nesta terça-feira (10) e coloca a instituição entre os principais destaques nacionais do programa.
Com as duas propostas selecionadas, a Unesc deverá captar aproximadamente R$ 3,9 milhões em bolsas e investimentos ao longo dos próximos dois anos, fortalecendo ações de ensino, pesquisa e extensão voltadas ao enfrentamento das emergências climáticas e seus impactos na saúde pública.
Além do volume de recursos, o resultado tem um significado ainda maior: os projetos da Unesc foram os mais bem avaliados do Brasil entre as universidades comunitárias e privadas sem fins lucrativos participantes do edital. O programa é considerado uma das mais importantes iniciativas de integração entre universidade, Sistema Único de Saúde (SUS) e comunidade, e nesta edição teve como foco a adaptação dos sistemas de saúde às mudanças climáticas.
Para a reitora em exercício da Unesc, Gisele Coelho Lopes, o resultado confirma a capacidade da Universidade de antecipar desafios e construir soluções conectadas às necessidades da sociedade. “A aprovação de dois projetos em um edital nacional tão competitivo é motivo de orgulho para toda a nossa comunidade acadêmica. Esse resultado reforça a excelência da Unesc na formação de profissionais comprometidos com a transformação social e evidencia a força da nossa articulação com os serviços públicos de saúde. Mais do que recursos, conquistamos a oportunidade de ampliar o impacto da ciência e da inovação na vida das pessoas”, destaca.
Os projetos aprovados
As propostas reúnem diferentes cursos da universidade, profissionais do SUS, gestores públicos e comunidades, promovendo soluções inovadoras para enfrentar eventos climáticos extremos, reduzir vulnerabilidades e ampliar a capacidade de resposta dos serviços de saúde.
O projeto “Saúde, Clima e Equidade em Territórios Minerados: Estratégias Integradas do SUS para Enfrentamento das Emergências Climáticas em Criciúma/SC” foi desenvolvido em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Criciúma; e o projeto, “Do Furacão Catarina ao Futuro: Resiliência Climática e Saúde na Região Sul de Santa Catarina para o Enfrentamento das Emergências Climáticas no Território de Menor IDH de Santa Catarina”, foi realizado em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde.
O coordenador dos projetos e do PET-Saúde na Unesc, Rafael Amaral, ressalta que as propostas foram construídas alinhadas às demandas atuais da saúde pública. “As mudanças climáticas já impactam diretamente a saúde das populações e exigem respostas cada vez mais qualificadas dos sistemas de saúde. A aprovação dos dois projetos demonstra a maturidade das parcerias que construímos com o SUS e a capacidade da Unesc de reunir diferentes áreas do conhecimento para desenvolver soluções inovadoras, com foco na equidade, na prevenção e na proteção das comunidades mais vulneráveis”, afirma.
O PET-Saúde: Clima é uma iniciativa estratégica do Governo Federal para qualificar a formação de estudantes e profissionais da saúde diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas. Nesta edição, os projetos precisam contemplar ações de vigilância em saúde, produção do cuidado nos territórios, inovação, comunicação e fortalecimento das políticas públicas voltadas à equidade em saúde.
Para a Unesc, o resultado reforça o protagonismo nacional da instituição na produção de conhecimento aplicado às demandas da sociedade e na construção de soluções para desafios contemporâneos. A aprovação de duas propostas em um único edital nacional evidencia a capacidade técnica da Universidade, a força de sua articulação com os serviços públicos de saúde e a excelência dos projetos desenvolvidos por seus pesquisadores.



