Entre sonhos e descobertas, Colégio Unesc constrói caminhos para a Universidade

Entre sonhos e descobertas, Colégio Unesc constrói caminhos para a Universidade
Estudantes ‘mergulham’ no universo marinho por meio da ciência, participando de projetos que conectam educação, pesquisa e consciência ambiental desde os primeiros anos

Estudar em uma escola inserida dentro de uma Universidade vai muito além da sala de aula. No Colégio Unesc, o aprendizado ganha novos significados ao se conectar diariamente com a ciência, com a pesquisa e com a vivência acadêmica. É um ambiente no qual o conhecimento deixa de ser apenas teórico e passa a ser experimentado desde os primeiros anos escolares.

Esse diferencial se concretiza em iniciativas como o projeto Pequenos Monitores de Praias da Bacia de Pelotas, que leva estudantes das séries iniciais a mergulharem, de forma lúdica e orientada, no universo da pesquisa científica e da preservação ambiental. 

A atividade, iniciada em março e desenvolvida em parceria com o Museu de Zoologia Professora Morgana Cirimbelli Gaidzinski da Unesc, transforma crianças em protagonistas do conhecimento, despertando desde cedo o olhar crítico e a consciência ecológica.

Ao conhecer de perto o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP-BP), os alunos compreendem, na prática, como funciona o acompanhamento da fauna marinha ao longo do litoral Sul catarinense.

“Além de aprenderem conceitos, eles vivenciam o impacto real da ciência na sociedade, entendendo desde a importância do petróleo e do licenciamento ambiental até os cuidados necessários com o meio ambiente. Essa é a essência de estudar em um colégio que está inserido em uma Universidade, pois o aluno não apenas aprende sobre o mundo, ele passa a fazer parte dele”, destacou a diretora do colégio, Marcela Gava.

Como o projeto acontece

O projeto Pequenos Monitores de Praias tem como objetivo aproximar as crianças do ambiente marinho e da fauna que ocorre na região costeira, integrando-as às ações educativas do PMP-BP, do qual a Unesc faz parte.

A proposta é inserir os estudantes simbolicamente na equipe de pesquisadores, permitindo que conheçam como funciona o monitoramento das praias, quais animais podem ser encontrados e por que esse trabalho é tão importante para a ciência e para a conservação da biodiversidade marinha.

As atividades também incluirão a participação da professora de artes do Ensino Fundamental do Colégio Unesc, responsável por orientar a produção artística que marcará a etapa final do projeto. 

Para a reitora em exercício da Unesc, Gisele Silveira Coelho Lopes, o grande diferencial está justamente nessa integração com o Ensino Superior. “Desde cedo, os alunos convivem com professores, pesquisadores e acadêmicos, participando de atividades que estimulam a curiosidade, a autonomia e o pensamento científico. Cada projeto se torna uma possibilidade de transformação”, afirma.

Segundo Gisele, essa inserção no ambiente universitário ainda na educação básica contribui para trajetórias mais conscientes e conectadas com o futuro. “No Colégio Unesc, os estudantes são incentivados a explorar, questionar e construir seus próprios caminhos, com acesso a experiências que antecipam vivências do ensino superior e do mundo profissional”, comentou.

De acordo com Gisele, “quando aproximamos nossos estudantes, desde a infância, do universo da pesquisa e da ciência, estamos formando cidadãos mais conscientes, preparados e comprometidos com o futuro”, completa Gisele.



Monitoramento no litoral Sul catarinense

A Unesc é responsável pelo monitoramento das praias no trecho entre os municípios de Balneário Rincão e Jaguaruna, abrangendo aproximadamente 53 quilômetros de litoral.

A realização do PMP-BP é uma exigência do licenciamento ambiental federal conduzido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para as atividades de pesquisa e aquisição de dados geológicos realizadas pela empresa TGS na Bacia de Pelotas.

O monitoramento ocorre de segunda a sexta-feira e inclui atendimento a encalhes, resgate de animais marinhos vivos e recolhimento de animais mortos, seguindo os protocolos estabelecidos pelo projeto. As equipes também respondem a chamados da comunidade e de órgãos ambientais.

As ações são realizadas por profissionais de diferentes áreas, como biólogos, médicos-veterinários e oceanógrafos, todos capacitados para atuar no atendimento e na conservação da fauna marinha.